Fechar

CACE abre espaço em Cascais

03.07.2026
Partilhar
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, inaugurou ontem o espaço que passa a acolher a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), a celebrar o cinquentenário da sua criação.

Pela primeira vez, num único edifício, em Alcabideche, Cascais, reúne-se a coleção com mais de 2.300 peças, iniciada pelo Estado em 1976.

O edifício, que foi alvo de obras, pertenceu à ex-Fundação Ellipse, ligada ao Banco Privado Português, e foi adquirido pelo Estado no âmbito de um processo de insolvência da instituição financeira liderada por João Rendeiro.
(…)
“Uma coleção que encontrou a sua casa”, disse o presidente da Museus e Monumentos de Portugal – Entidade Pública Empresarial (MMP), Alexandre Nobre Pais, referindo que a inauguração “corresponde à concretização de um projeto central e muito ambicionado” pela MMP.

O responsável afirmou que o CACE-Centro, em Alcabideche, Cascais, é “a institucionalização definitiva da CACE na estrutura da MMP, o que permitiu transformar uma estrutura temporária numa entidade estatal”.

Nobre Pais realçou ainda que deste modo se consolida o Programa Anual de Aquisições de Arte Contemporânea, e foi constituída uma curadoria, “pois tinha sido identificada como clara fraqueza desta coleção, ausência de uma gestão especificamente dedicada”.

Referindo-se à coleção pública o dirigente da MMP disse que “não se afirma apenas pela soma das suas obras, mas pela solidez da sua gestão. A vocação de proximidade e diálogo com o país, que esteve na sua génese em 1976, exigia um fundo técnico”.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto salientou, no seu discurso, que “a coleção de arte contemporânea do Estado firmou-se como um dos mais importantes acervos públicos do país”.
(…)
O atual espaço, disse a ministra, “permite conservar o acervo num único local, garantindo melhores condições de conservação, segurança, acompanhamento técnico e gestão. Ao reunir a coleção num único espaço, torna-se possível acompanhar de forma mais próxima as suas necessidades, planear com melhor eficácia a sua gestão e criar melhores condições. No fundo, trata-se de criar uma base mais justa para garantir que este património continue acessível e disponível para as atuais e para as futuras gerações”.

“Preservar a coleção é apenas uma parte da missão. Porque as obras de arte devem ser conservadas, sim, mas existem para ser interpretadas, estudadas e vistas pela sociedade”, defendeu Balseiro Lopes.

Fonte: Arte Capital
Fotografia: João Jacob