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"Que horas são que horas - uma galeria de histórias"

A Galeria Municipal do Porto (GMP) inaugura “Que horas são que horas: uma galeria de histórias”, no próximo dia 17 de dezembro (quinta-feira). A exposição, que partiu de um convite da Galeria Municipal do Porto a três curadores – José Maia, Paula Parente Pinto e Paulo Mendes –, pretende revisitar a história das galerias de arte da cidade.

Segundo os curadores, um olhar sobre a paisagem histórica das galerias de arte no Porto, inscrita entre a aparente abertura cultural do final da Segunda Guerra Mundial e a retração do tecido cultural provocada pela recente crise económica, revela as muitas faces da civitas, e as cumplicidades transformadoras entre artistas, agentes culturais e públicos que a conformam.

Esta paisagem atravessa as exposições independentes em livrarias que ensaiaram uma profissionalização alternativa da arte, recorda o confronto com novos públicos e espaços cívicos que só a revolução de 1974 permitiu, até à celebração das inaugurações simultâneas na Rua de Miguel Bombarda, culminando na rede de lugares alternativos organizada para resistir à Troika.

Contra o regime ou com o seu apoio, num vazio institucional ou alimentando museus, herdeira de um contexto social conservador isento de discurso crítico e resistente à inscrição de novas gerações de artistas, a paisagem histórica das galerias de arte no Porto é feita de cidadania e comércio, de uma arte não apenas de culto, mas com valor de troca: uma galeria de histórias.

A abertura desta exposição, inicialmente prevista para 5 de dezembro (próximo sábado), foi adiada devido aos constrangimentos provocados pela pandemia, nomeadamente a necessidade da implementação de medidas adicionais para garantir a segurança das equipas no processo de montagem.

 

 
 
 

2015 GALERIA FERNANDO SANTOS

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